O livro oferece exemplos do estado da arte da pesquisa em arquitetura (lato
sensu) e design, em vários aspetos e em várias escalas, como variável
dependente e independente. Indica o que o nosso campo de prática e de
conhecimento pode ganhar mediante uma reflexão mais sistemática, reflexão
que inclui eventualmente (mas não necessariamente) a "revolução quantitativa"
nas ciências humanas. Mas aqui também: não tenhamos medo dos números, nem
os santifiquemos. Por exemplo, se condenamos a categoria estética como
excludente e exclusiva na disciplina, isso é somente para resgatá--la num novo
patamar de qualidade. Um patamar que, como nos estudos dos aspetos
simbólicos, pode incluir categorias analíticas que serão, quiçá para sempre,
refratárias à quantificação. Há que ter sensibilidade e lucidez para escolher
métodos e técnicas apropriadas a cada tema de investigação — e aos seus
objetivos.