Arandis, embora de geografia incerta, é topónimo também atribuído a Torres Vedras. Segundo o autor do prefácio, Rui Filipe Hilário, tal vocábulo, por ser «credor de uma carga simbólica e mitológica, no âmbito da criação literária» poderá remeter para um lugar lendário e misterioso. Sendo essa a razão encontrada para dar nome à publicação que reúne estes três diferentes autores.
- Andrade Santos, escritor que parte do Neorrealismo com o livro de contos Oestinos e caminha para o Realismo Mágico com o romance Quatro Mil Luas, apresenta aqui duas longas novelas que se entrecruzam e fundem numa unidade narrativa.
- António Augusto Sales, autor de romances como Uma Longa e Estranha Pausa e Uma Mulher no Papel, dotado de uma escrita regida por traços de cariz psicológico, traduzindo-se nas inúmeras vivências através duma sagaz capacidade descritiva, deixa-nos nesta compilação duas narrativas marcadas por um sentimento de desencanto face à transitoriedade da vida e ao estado da sociedade.
- Luís Filipe Rodrigues, poeta de reconhecidos méritos, aparece na cena literária com Dizer de Véspera, tendo repartido a sua escrita também pela crónica e pela evocação histórica. Estreia-se, agora, na ficção com uma novela e dois contos literários, extraídos de uma sua coletânea.