Desperto e compreendo que não desejo viver, permaneço de olhos fechados, no desespero de saber que este é o mais doloroso dia da semana, Domingo, desde miúda, nunca gostei do Domingo, uma antipatia que se foi fortalecendo com o tempo, creio que o próprio dia também não gostava de mim, olhava-o no terror de como havia de lhe sobreviver?
Ele ainda dormia, um respirar pesado, só costas, abri os olhos e fixei o tecto por pouco, o pensar rapidamente levou-me para outras paragens, para uma sensação de infância, um medo recorrente, o de acordar e ser a única habitante do mundo...