Em Alfarrábios do sentir, assistimos à eclosão da Revolução do 25 de Abril e ao deslaçar dos fios que a ditadura do Estado Novo teceu para muitos portugueses. Um casal de agentes da PIDE exila-se nas Caraíbas, para, mais tarde, se exilar de si próprio e de duas crianças, suas filhas. No outro extremo da Revolução, vítimas do regime tentam retomar a normalidade da vida decepada nos vários calabouços da polícia política.
Décadas depois, em plena democracia consolidada, os livros - os alfarrábios - são uma espécie de fio de Ariane que algumas personagens usam para tentarem ligar aquilo que ainda é possível ligar depois de tantas ruturas.