O Alentejo vibra intensamente, numa infinita claridade, num espaço sem fim, através destes poemas curtos, condensados e musicais de Luz Videira, que nas cidades, nas vilas, nos campos soube captar um pormenor único, a linha do horizonte, uma fonte de beleza e serenidade ou, contraditoriamente, de paixão. Livro feito de pequenos cromos, medalhões cintilantes, que tentam reproduzir estesias, momentos intemporais, a solidão de uma lagoa sob o arrepio do vento ou um sopro de vida nas ruínas de um templo, o mistério das cegonhas sobre a cal do casario.