Reza a lenda que foi na batalha de Agincourt, em 1415, que surgiu o
símbolo do V da Vitória, feito com os dedos indicador e médio.
Durante o combate, os franceses ameaçaram cortar os dois dedos dos
arqueiros ingleses para que os rivais não pudessem voltar a usar os
arcos. Após derrotarem o exército francês, três vezes maior, os
ingleses deram a resposta, erguendo os seus dedos intactos.
Agincourt é a história de Nicholas Hook, um arqueiro que começa o livro
alistando-se na guarnição de Soissons, uma cidade cujos santos padroeiros eram São Crispim e São
Crispiniano. O que aconteceu em Soissons chocou toda a Cristandade, mas no ano seguinte, Hook faz
parte daquele pequeno exército encurralado em Agincourt. Numa das mais dramáticas vitórias da
História, a Batalha de Agincourt, imortalizada por Shakespeare em Henrique V, as deficientemente
armadas forças de Inglaterra defrontaram e impuseram uma derrota ao muito superior exército francês,
decidido a conservar a coroa longe das mãos inglesas.
Aqui, Bernard Cornwell ressuscita a lenda da batalha e do «bando dos irmãos» que combateram no dia 25
de Outubro de 1415.