Trata-se de uma Agenda porque é um
livro de companhia. Perpétua porque
é uma companhia para sempre.
Este ano optámos pelo grande poeta
Mário de Sá-Carneiro num percurso
biográfico e antológico, onde é patente
a sensibilidade deste poeta que pôs a
vida ao serviço da sua obra.
Salientamos o investimento intelectual
e emocional na revista Orpheu.
A intensidade do afecto e da admiração
que o ligaram a Fernando Pessoa.
Os lugares que evoca, a paixão
e a descoberta de Paris
onde viveu e morreu.
O espectro da 1.ª Guerra Mundial e a
perda de um grande amigo. Tudo isto
está presente nesta Agenda Perpétua.
E, sobretudo, o seu insanável amor
pelos livros e pela escrita.
Ler Mário de Sá-Carneiro é visitar
as contradições de ser português,
de aspirar à exaltação e sofrer
com a realidade.
A literatura portuguesa herdou a
originalidade poética da sua obra.