O denominador comum é uma constante sensação de perda - da infância, da pureza, da alegria - e a descoberta por vezes brutal do sexo e do mundo,
sintetizada no título do livro, extraído de uma passagem da Bíblia: "Aberto está o inferno e não há véu algum que cubra a perdição" (Jó, 26, 6). Na prosa
de Viana, espelha-se um Brasil miserável mas exuberante, que parece saltar diretamente das páginas do livro para os olhos e a imaginação do leitor.