Esta é a história contada na primeira pessoa de uma menina de família de bem e abastada, que casou aos 19 anos com o ZÉ, o autor de Anita não é Bonita e Cai neve em NY. Este casamento durou apenas quatro anos e meio e dessa união nasceu uma filha e ficou uma amizade que dura até hoje.
Emília Infante Pedroso escreveu esta autobiografia para deixar testemunho da sua vida mas também de uma época; este livro retrata os momentos mais marcantes da sua vida íntima e aventureira, numa época em que as mulheres, mesmo as que tinham alguns privilégios, como era o seu caso, podiam ser internadas num manicómio só porque contrariavam o poder paternal e queriam ser livres e independentes. Foi o caso da autora de A Viagem.
Quem ler este livro percebe como o mundo evoluiu, embora alguns dos dramas vividos por Emília Infante Pedroso ainda hoje se repitam e façam sofrer muita gente. Mas esta história é única e merecia ser contada pela grandeza e tamanho de A Viagem. Emília Infante Pedroso chegou a viver clandestina em casa dos pais, dormindo nos quartos das criadas, trabalhou no Casino Estoril, mas também na Lisnave, foi dona de pastelaria, secretária e relações-públicas de um hotel no Brasil, tudo até aos trinta e poucos anos, o tempo de vida que dura esta Viagem, história de uma mulher que ainda hoje mantém um espírito jovem e criativo.