Perante a tirania do emocional, a felicidade, o medo, as soluções económicas e sociais pós-pandemia, de entre tantas outras, encontram-se reféns do único espaço que é, indistintamente, partilhado por todos: a angústia. Assim se instaura a Sociedade da Angústia. Face a isto, a democracia mostra-se incapaz de reagir.
Em boa verdade, na atualidade, somos doutrinados não mais no sentido de mudar o mundo, mas, apenas para nos proteger dele. Essa opção, exclusiva, pela dimensão individual, sugere novas formas de controlo social. E, consequentemente, de poder. Para o combater teremos de descobrir um novo conceito de comunidade.
E essa é a oportunidade que este livro nos oferece: um olhar desassombrado sobre a sociedade contemporânea.