Nasceu em 1847, em Valença, e morreu a 16 de Agosto de 1899, no Porto. Inicialmente tipógrafo nas oficinas do jornal O Comércio do Porto, tornou-se jornalista e redator efetivo desse mesmo periódico. Foi um dos fundadores da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e colaborou em jornais literários e artísticos. Viveu quase sempre no anonimato, uma vez que a crítica sempre lhe negou o reconhecimento da sua obra, talvez por as suas histórias serem um fiel retrato da gente simples, repletas de personagens prosaicas, dos seus amores e desamores, e não das classes mais altas como era costume na época.
Autor de romances como O Que Faz a Ambição (1863), As Infelizes (1865), Os Filhos do Negociante (1873) e Estudantes e Costureiras (1874), é com A Rosa do Adro (1870) que o seu nome fica gravado na nossa memória, tendo sido alvo de várias adaptações teatrais e duas cinematográficas.(...)