Neste livro, João Caraça procura retratar "o confronto das interrogações que colocamos ao procurarmos, nestes anos de sombras que iniciaram o século XXI, o sentido da nossa identidade como povo soberano, como europeus, como seres humanos. E qual destas acepções é a verdadeira? Ou serão, afinal, todas cozinhadas numa proporção sabiamente doseada de modo a proporcionar um merecido e compensador alimento para o caminho a percorrer rumo ao futuro? Quem, sozinho e isolado, o poderá saber? Certamente, nenhum de nós. Apenas reflectindo, criticando, debatendo, experimentando, avaliando, praticando, exercendo plenamente o nosso direito à cidadania, o vamos determinar. É esse o dever que contraímos, hoje, uns perante os outros, assim como perante as gerações futuras: em Portugal, na Europa e no Mundo. Se, aparentemente, os humanos surgiram aos olhos espantados do século XX como parte do problema, é bom que nos vamos constituindo, igualmente, como parte da solução.