O contraste entre a dinastia filipina e a brigantina; o entrecruzar da vida social, económica, institucional e militar das duas potências de então; Portugal como o mais brilhante exemplo do espírito autonómico, contrariado e combatido pelo espírito centrífugo de Madrid são algumas das análises contidas neste estudo único, pois clarifica um dos séculos mais obscuros da nossa História.
Portugal e a Espanha, países entrados na Comunidade Económica Europeia (actual União Europeia) em 1986, são o resultado do naufrágio da monarquia internacional dos Habsburgos de Madrid. Este livro clarifica a génese da sua identidade moderna no decurso de um triste século XVII.
Mais felizes do que os catalães, os portugueses conquistam rapidamente a sua independência. Mais tarde, o destino da guerra decide os laços seculares da Espanha e da Itália, tornando assim possível o nascimento de um estado nacional espanhol.
Vitória do princípio das nacionalidades, mas também do absolutismo centralizador e do domínio económico estrangeiro, eis o que caracteriza um século fatal para as liberdades tradicionais dos governados.