Juan Manuel de Prada é, antes de mais nada, um escritor. Mas a sua denodada vocação literária
não o impediu de se converter em farol e referência para muitas pessoas, que sofrem com a
imposição da «nova tirania», designada nestas páginas por «progressismo Matrix»: a ditadura
de uma ideologia que, sob a máscara da adoração do homem, promove um consciencioso labor
de engenharia social, impondo paradigmas culturais e padrões de avaliação dos quais, seja por
correcção política ou por desistência acomodatícia, muito poucas vozes se atrevem a discordar.
Prada é uma delas. Os textos reunidos neste volume, apresentados como «episódios da batalha
» contra esta nova tirania, constituem também proclamações de rebeldia e de esperança.
Descrevem e atacam o relativismo desvinculador e a impiedade niilista do poder estabelecido,
ao mesmo tempo que formulam, com talento e sensibilidade, a alternativa do senso comum, da
distinção entre o bem e o mal, e do significado profundo da liberdade, que restitui às pessoas a
sua verdadeira natureza.
O leitor detectará, nos escritos que constituem A Nova Tirania, esse combate de ideias em
debates tão candentes como o do aborto ou o da memória histórica, o da crise económica ou o
da educação, o da ideologia de género ou o da corrupção da democracia e dos direitos
humanos. São reflexões de índole muito diversa, que tanto abarcam o remanso intimista como a
indagação histórica, a arte como a literatura, a crónica dos grandes acontecimentos como a
análise das mais diversas máculas sociais.
São um canto ao esplendor da Verdade, que desemboca numa decidida aposta na beleza, tão
antiga e tão nova, da «ordem romana».