Porque é que qualquer criança aprende a falar qualquer língua, em qualquer parte do mundo, e nenhum outro animal o consegue? O que se passa no cérebro quando a linguagem avaria e o fio que nos prende ao mundo se rompe? Como terá ela surgido, numa mente de há trezentos mil anos? E quando hoje as máquinas geram texto fluente sem o compreenderem, poderemos ainda afirmar que a linguagem pertence em exclusivo aos seres humanos?
Da neurobiologia à evolução da espécie, do desenvolvimento da criança às fronteiras da inteligência artificial, este livro percorre os múltiplos territórios de uma faculdade que todos possuímos e que é difícil explicar cabalmente.
A palavra «cachimbo», como lembrou Magritte, não é um cachimbo: existe na mente, não no mundo. É esse intervalo misterioso e o sortilégio de uma faculdade irredutivelmente humana que este livro investiga em linguagem acessível.