Numa sociedade em que se quer iludir o sofrimento, a morte e o luto ficam, em muitas ocasiões, velados, ocultos, relegados para esferas quase absolutamente privadas. Contudo, a morte coloca-nos irremediavelmente diante do mistério da vida, impõe-nos silêncio, vazio, reflexão inevitável. E desde aí, desde o vazio e da reflexão, desde a rutura e da crise, a morte ensina-nos a viver.