A Mondeguina é um poema só. Um único poema percorrendo um livro inteiro, escondendo, entre uma e outra ponta, sorrisos brancos em capas negras. Este livro é a musa honrando o seu Rio, na plenitude da construção, na realização dos desejos dos homens e das mulheres, mesmo antes de os homens e as mulheres saberem os seus desejos. É intemporal, como o antes, o depois e o agora ao mesmo tempo, como um relógio que está desde ontem adiantado. E é os estudantes unidos perguntando de quem é o Rio. É nosso! Num grito bravo, irreverente. Podem tirar-nos tudo. Mas nunca nos tirarão a vontade de atravessar a margem, chegar ao lado de lá. Valeu a pena? Valeu pois. (Diogo Lucas Linhares)