É tipicamente humano valorizar os nossos pensamentos e capacidades, sentindo-nos como René Descartes, com uma alma - a grande obra da criação - distinta e separada do nosso corpo físico. Será que um morcego sente o mesmo?...
A inteligência humana despontou no planeta Terra decorridos cerca de 3.800 milhões de anos de evolução biológica. Dada a grandeza da escala temporal, temos de procurar no passado pistas para compreender melhor a propriedade vital que tanto prezamos. E superando a nossa arreigada presunção, devemos ir bem fundo nessa escavação arqueológica, o que nos levará a encarar questões como um caranguejo estará consciente de si mesmo? Ou são as bactérias inteligentes? As respostas dependerão do uso que fizermos dos conhecimentos empíricos, do pensamento crítico, racionalização e da curiosidade, ferramentas caras à «coisa mais preciosa que possuímos» [Einstein].
Este livro introduz-nos, através da ciência, numa demanda que acena com uma gratificante recompensa: reconhecer o nosso verdadeiro lugar no mundo natural.