A mulher mais famosa da América e a sua mãe demente, num encontro dolorido e cru, onde há momentos de humor, com vidas tocadas por outras personalidades que conhecemos através de um milhar de imagens a preto e branco e pelo prisma distorcido da celebridade e da lenda; assim como Marilyn ela mesma.
Armando Nascimento Rosa joga habilmente com a lenda, seja ela antiga, seja contemporânea. Em A Mãe Biológica…, poderíamos estar na sala escura do fotógrafo, a assistir ao emergir fluído das imagens na tina de revelação - a partir do turbilhão que é a mente destas duas mulheres.
Mas a realidade torna-se cada vez mais volátil, os eventos parecem espelhar-se uns aos outros, o faz-de-conta pode ser um jogo perigoso e a História trespassa as paredes, numa proximidade ameaçadora.