Viktor Emil Frankl foi o fundador da Logoterapia, uma forma de análise existencial que é muitas vezes considerada a «terceira escola de psicanálise vienense». É um dos autores e clínicos mais proeminentes da história da Psicologia e autor de algumas das reflexões mais originais sobre a condição humana.
Nascido em 1905 em Viena, interessou-se desde muito cedo por Psicoterapia e Psicologia. Formou-se em Medicina na Universidade de Viena, tendo-se mais tarde especializado em Neurologia e Psiquiatria, com um enfoque especial nas áreas do suicídio e da depressão. Trabalhou na área da prevenção do suicídio no hospital psiquiátrico Steinhof, em Viena, antes de estabelecer uma clínica privada. Em 1938, com a anexação da Áustria pelos Nazis, Frankl foi proibido de exercer medicina em hospitais públicos e com pacientes ditos arianos, devido à sua origem judaica. Em 1940, começou a trabalhar no hospital Rothschild, o único em Viena a tratar pacientes judeus.
Em 1942, Emil Frankl, a mulher, Tilly, o irmão, Walter, e os pais, Gabriel e Elsa, foram deportados para o campo de concentração de Theresienstadt e, em 1944, para Auschwitz. Gabriel Frankl morreu em Theresienstadt e Tilly, Elsa e Walter Frankl morreram em Auschwitz. O único membro da sua família a sobreviver ao Holocausto foi uma irmã, Stella, com quem só se reencontrou anos mais tarde.
Após a guerra, Viktor Frankl regressou a Viena, onde desenvolveu o seu método terapêutico e o conceito de «vontade de sentido» aplicado à terapia psicanalítica, e escreveu o seu livro mais conhecido, O Homem em Busca de Sentido. Nesta obra, relata a sua experiência durante o Holocausto, bem como as experiências de outros companheiros de campos de concentração, e reflete acerca do impulso primordial do ser humano de criar sentido, mesmo na mais extrema adversidade, desespero e desumanização. O livro conheceu um sucesso mundial inaudito, sendo hoje publicado em mais de 24 idiomas e contando com mais de 12 milhões de exemplares vendidos. O sucesso surpreendeu o próprio autor, que comentou: «Pensei apenas que seria útil a pessoas com tendência a sentir desespero».
Dirigiu a policlínica neurológica de Viena de 1946 até 1971 e, para além da sua prática clínica, foi docente na Universidade de Viena e docente convidado em várias universidades europeias e norte-americanas, tendo também feito conferências um pouco por todo o mundo e escrito mais de 30 livros. A sua obra é publicada em mais de uma dezena de idiomas e estudada em escolas e universidades por todo o mundo.
Viktor Frankl faleceu em 1997.(...)