Renato Silos Cardoso estava a tornar-se uma pedra no sapato de inúmeras pessoas e, como tal, precisava de ser excluído. Numa tarde de setembro de 1989, disparou um revólver em Quebra-Canela. Numa outra em 2009, duas amigas, juntaram-se para recordar um amigo comum, que foi morto a tiro e que fazia neste preciso ano, vinte anos da sua morte. A tarde toda foi usada para refletir sobre os possíveis atalhos do crime cometido e quem o cometeu, sobretudo, para satisfazer a vontade própria e a do povo cabo-verdiano.
Um homem bem-trajado, Nero, ocupara um quarto seguro na cidade da Praia, com vista para o Seminário de São José. Dispunha de um aposento bem apetrechado, com um estilo ultramoderno. Acabara de se barbear e usava um perfume de marca francesa…
Na Cidade Velha, dois dos satanistas, Aquiles e Diogo discutiam sobre a melhor forma de esconder os documentos. Não só pelo valor que representam, mas também, porque podem servir como relíquias no futuro. A expressão Porton d’nós Ilha reflecte algo de muita importância para a vítima de toda esta engrenagem.
Badiu Boxero surgiu no dúbio cenário para justificar a morte executada por um outro, para preencher a lacuna existente e impor um silêncio desconfortável, que viria confundir a opinião pública.