A minha escrita é o que observo em mim, depois de filtrar o mundo. Esteja escrita na primeira, segunda ou terceira pessoa, no plural ou singular, sou eu ali espelhada, eu e o mundo refletido em mim. E sei que para quem a lê, às vezes, é um murro no estômago, outras, a tomada de consciência de não estar sozinho, a pensar, a ser dessa forma. É um consciencializar de ser compreendido e não estar só nas suas diferenças. Afinal somos diferentes, mas tão iguais! E cada leitor tem a vantagem de interpretar cada poema consoante toca o seu coração e são as palavras a serem mais do que simples palavras formando versos, mais do que simples letras formando palavras.¿ São emoções vivas e latentes.