O trabalho pioneiro de Michael Fordham acerca de arquétipos e do self na infância se estende por mais de cinquenta anos. Fundamentado em bases empíricas, o autor inspira-se em sua vasta experiência como psicoterapeuta e na aplicação das formulações de Jung à psicologia infantil. Esta foi a primeira obra a apresentar um modelo junguiano de desenvolvimento.
Na concepção que Jung tem da mente, é central a ideia de um self individual, a totalidade de psique e soma. Fordham postulou arrojadamente um self primário, que precedia o ego na infância. Sua hipótese revelou um potencial de energia que contribuiu para a formação do ego consciente e dos arquétipos inconscientes, resultando na individuação. Trata-se de um sistema não apenas estrutural, mas também dinâmico.
A concepção do self na infância, proposta por Fordham, foi revolucionaria para os junguianos e pioneira no desenvolvimento infantil. Na época, ainda não haviam começado as modernas pesquisas sobre a infância. Desde então, o acúmulo de evidências propiciadas por fontes experimentais e analíticas deu mais peso ao conceito de que a dinâmica do self é uma importante característica do desenvolvimento.
Este livro apresenta várias descrições fascinantes, obtidas da experiência nos estudos de observação de bebes e da prática de Fordham. Mas além disso, fornece os conceitos básicos nos quais se baseia a pujante abordagem junguiana da análise infantil. Trata-se de leitura imprescindível para estudantes e profissionais da área de assistência e psicoterapia.