«A Caverna de Deus é o paraíso das pessoas maníacas», esclarece o autor. Romance poderoso sobre as relações humanas na sua vertente mais nua, uma nudez a que a arte obriga.
PRÉMIO LITERÁRIO CIDADE DE ALMADA 2016
Um conjunto de personagens move-se em torno do mundo da arte em que as pulsões mais íntimas e primárias do ser humano, resultantes dos traumas que o enformaram, vêm ao de cima quando a representação artística exige a Verdade. Uma obra que despoja os seus protagonistas dos artifícios sociais para os reduzir à imagem que (talvez) não quisessem ter de si mesmos.
«A Caverna de Deus é um romance de enorme sensibilidade, a narrativa encantada de um fascínio que começa num singelo encontro num comboio e nos transporta, através da arte e da literatura, para o âmago das relações humanas. O fascínio do narrador por Constança é o mesmo de Michelangelo pelo corpo humano, ou de Sylvia Plath por Ted Hughes; e as personagens - Harry e o seu estúdio, Luciano, Vicente, Cecília - são pontuadas pela expressão de afectos, desamores e a morte (representada pela doença da mãe do protagonista), num livro que se lê como uma pauta musical, de extraordinária elegância formal e profundidade nas reflexões.» João Tordo no discurso de atribuição do Prémio Literário Cidade de Almada 2016.