Este romance insere-se num ciclo, com a mesma personagem, Durtal,
alter-ego do escritor, que narra a sua conversão no anterior romance, A
Caminho, e se encerrará com O Oblato.
Um escritor cheio de inquietações, Durtal, recordando um benéfico retiro
(narrado em A Caminho), dirige-se a Chartres. Na quietude mística da
proximidade da catedral, tenta encontrar a paz que não obtém com a cultura e
os estudos. Durtal é então arrebatado pela antiga construção, e a cada passo
sente manifestar-se uma sincera admiração pela Idade Média. Devotado a essas
criações, tudo se lhe oferece para meditações sobre arte e sobre a própria vida.
Mas ante a hipótese que se lhe oferece de se tornar um oblato beneditino, Durtal
entra numa nova fase de indecisão… enquanto vai descobrindo a catedral de
Chartres, como um repositório vivo de todos os símbolos e um espelho dos seus
próprios sentimentos.