(…) E quem, em noites enluaradas, ousasse aproximar-se do velho portão, podia vislumbrar, através do denso matagal que agora crescia, dois vultos de mãos dadas passeando calmamente no parque. Ele, de aspecto grave e ponderado, e ela, figurinha grácil, que realçava pela brancura das suas vestes imaculadas!
O povo circunvizinho dizia que eram os eternos apaixonados que nunca se tinham encontrado na vida senão para sofrerem o seu amor impossível, e por natureza contrariado, e que agora, libertos, enfim, dos conceitos da vida, viviam o seu amor para sempre e por toda a eternidade!
In A Casa dos Ecos Perdidos