"A Árvore Que Não Fazia Sombra" reflete o fascínio de Gonçalo Câmara pela poesia japonesa e é com esse fascínio que constrói este livro de Haikus, oferecendo ao leitor a aventura de um encontro com o exotismo de breves poemas, captações momentâneas de experiências intelectivas. Em serenos pensamentos sobre o tempo, o campo, o mar e o que designa por espuma dos dias, a obra de Gonçalo Câmara é contemplativa, simples e despojada, mas plena de sentido existencial e de sugestão imagética.