A Arte Militar de Wei Liao Zi, como clássicos chineses anteriores - A Arte da Guerra, de Sun Tzu, ou Os Seis Ensinamentos Secretos, de Jiang Ziya -, é um tratado que procurou responder, em parte, à emergência de novas técnicas militares, mas sobretudo à transformação da escala das guerras, que passaram de conflitos locais a campanhas de grande dimensão.
A guerra envolvia agora a mobilização de exércitos que podiam ir além da centena de milhares de soldados, envolvendo também tropas com aptidões especiais ou o uso da cavalaria com os seus carros de combate e bestas de gatilho de cobre, além de exigir a construção de sólidas fortificações e muralhas.
As lutas foram contínuas e o facto é que, há 27 séculos, a China debatia já, e debatia amplamente, um conceito a que a civilização europeia era então alheia: o de estratégia.
Hoje, a clássica estratégia militar chinesa continua a ser sedutora e legível, aplicando-se tanto ao ataque e defesa militares quanto à economia e à gestão de empresas, ou mesmo ao governo das nações. Não será descabido que este A Arte Militar, do mestre Wei Liao, possa vir a ser encontrado tanto na mesa do CEO de uma grande empresa quanto na mesa de um primeiro-ministro.