A Arquitectura do Quotidiano

Público e privado no espaço doméstico da burguesia portuense no final do século XIX

de Nelson Mota 

Bertrand.pt - A Arquitectura do Quotidiano
Editor: Edarq
Edição: abril de 2010
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Ao longo do século XIX a burguesia afirmou-se como grupo social dominante. Primeiro começou por emular os hábitos da aristocracia, mas ao longo do século foi ganhando uma consciência de classe que se revelou, por exemplo, no aparecimento da família como referência moral. Com a idealização da família surgiu também uma crescente atenção à definição das fronteiras entre o lugar onde ela está protegida e aquele onde se expõe. Por outras palavras, começou a definir-se a fronteira entre os domínios do privado e do público.

O espaço doméstico - por definição universo da intimidade familiar - constitui-se como um lugar onde a ansiedade por encontrar limites para esses dois domínios se manifesta de forma intensa. Daí, a possibilidade de o espaço doméstico assumir o papel de metonímia do mundo em que vivemos, consagra-o como um objeto de estudo privilegiado.

Com a arquitetura corrente da cidade do Porto como suporte, este estudo pretende contribuir para esclarecer se existe, como refere Walter Benjamin, um universo ilusório no qual a burguesia oitocentista construía o seu quotidiano separado da realidade, ou se já se percebia a permeabilidade do espaço doméstico à entrada do público, como reparou Beatriz Colomina nas casas dos primeiros Modernos.

"Prefácio a uma narrativa sobre a continuidade"
Prefácio de Alexandre Alves Costa

Excertos
“O espaço doméstico - por definição, universo da intimidade familiar - constitui-se como um lugar onde a ansiedade por encontrar limites para esses dois domínios se manifesta de forma particularmente intensa. Desta forma, a possibilidade de o espaço doméstico assumir o papel de metonímia do mundo em que vivemos, consagrou-o como o objecto privilegiado desta investigação. Com a arquitectura corrente da cidade do Porto como suporte, este estudo explora as fronteiras do espaço doméstico enquanto universo ilusório no qual a burguesia oitocentista construía o seu quotidiano, e revela as suas ambiguidades e um processo de hibridação que o permite definir como um elemento chave numa narrativa de continuidade entre o século XIX e o século XX.”

A Arquitectura do Quotidiano
Público e privado no espaço doméstico da burguesia portuense no final do século XIX
de Nelson Mota 
ISBN:
9789729982156
Ano de edição:
04-2010
Editor:
Edarq
Idioma:
Português
Dimensões:
166 x 235 x 22 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
250
Tipo de Produto:
Livro
Classificação Temática:
EAN:
9789729982156

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