As sucessivas invasões e colonizações que, durante a Antiguidade e primeiros século da era Cristã, se estabeleceram na faixa ocidental da península, haviam de deixar a sua marca, necessariamente, na estruturação e evolução da formação social portuguesa. E como a continuidade económica e social é um facto - às diversas revoluções política resistem as relações de produção e a coexistência mais ou menos pacífica de diferentes modos de produção social - os primórdios da nacionalidade, cuja expressão e coesão ideológicas se consubstanciam na Reconquista neogoda, vêm encontrar este pedaço do globo dominado na sua extensão pelo modo de produção feudal.