Se a União Europeia é uma viagem, mais do que um destino, imaginar os fins da Europa é uma
viagem através de numerosas e diversificadas paisagens que nós somos, ainda hoje, incapazes
de conceber em definitivo. Fins esses que são moldados pelas tempestades, pelas bonanças,
pelas fronteiras que se derrubam e por outras que se erguem.
É evidente que as divergências e as oposições de interesses subsistirão por longo tempo nesta
Europa de 27 Estados, como no interior das sociedades nacionais. A Europa real é, pois, um
grande e longo processo de aprendizagem e de experimentação à escala continental, com todas
as dificuldades e resistências que isso comporta. Mas a Europa real é também um processo
contínuo de educação. Assim sendo, tudo o que contribui para promover a compreensão mútua
dos Europeus e uma mais clara percepção das interdependências internacionais é o maior
investimento para o futuro comum. A educação, a formação e as relações transnacionais deverão
ser prioritárias para os Estados nacionais e para a política da União Europeia.
Porquê fazer a Europa? (...)
A Europa e a União Europeia tem ainda um longo percurso a trilhar, um insistente trabalho a
desenvolver, mas, penso, elas têm também um Futuro cm Perspectiva.