«Marques»

(História de um perseguido)

de Afonso Lopes Vieira 

Bertrand.pt - «Marques»
Editor: Sistema Solar
Edição: maio de 2025
Portes
Grátis
10%
13,00€
11,70€
Em stock online

«Marques não era Marques: — era Marcos. Mas toda a gente lhe chamava Marques!»

Críticas
«Afonso Lopes-Vieira com hífen à francesa, tique compreensível num escritor do Portugal do princípio do século XX, dominado literariamente pela França; com uma novela que se quis isolada nas reduzidas prosas de um poeta incansavelmente versejador. Quando escreveu Marques, em 1903, era desde há seis anos conhecido em livros de versos; era o poeta de Náufrago, do Auto da Sebenta, da Elegia da Cabra, de Meu Adeus e de O Poeta Saudade. E saía-lhe então, num desvio aos trabalhos rimados, a primeira prosa decidida a mostrar-se com uma ficção que os anos não apagam na sua invulgaridade — invulgaridade nas ficções da literatura portuguesa — a afastar-se da ideia nacionalista e patriótica da sua poesia, das suas imagens românticas e misteriosas, da lenda, com o povo dentro de si, das pegadas de Garrett, para se aproximar de um modernismo, digamos que «à Almada» (à «pré-Almada» porque as prosas da Orpheu de A Engomadeira surgiram onze anos mais tarde).
[…]
Na prosa, Lopes-Vieira espalhou-se por ensaios, sem nunca acrescentar outras ficções a Marques. Ficaram a dever-se-lhe adaptações, uma hábil do Amadis de Gaula, outra de A Diana de Jorge de Montemor; uma tradução do Poema do Cid que foi comentada dentro e fora de Portugal; os diálogos dos filmes Camões e Inês de Castro de Leitão de Barros, e oito textos destinados a crianças, muito elogiados por Agostinho de Campos, Guerra Junqueiro e Alberto de Castro Osório (entre eles, em 1912, um Bartolomeu Marinheiro asperamente criticado por Fernando Pessoa — a quem o mundo de famas e reconhecimentos nacionais incomodava — e lhe chamou uma «baba pedagógica» destinada a imbecilizar os jovens leitores).
[…]
A novela Marques publicada em 1904, com o ouvido dos leitores portugueses habituado às seguranças formais de Eça, Antero, Fialho e Teófilo, soava com dissonância e incomodava pela novidade do seu «desleixo» estrutural; surgia com uma lateralidade que a deixava em lugar discreto nas montras e condenava-a a baixo ponto de vendas nas edições da Viúva Tavares Cardoso. Marques teve a honra de não ser compreendido, escreveu o autor. Os seus simpáticos defeitos só mais tarde se esfumariam, suplantados pelas surpresas da singularidade. A sua leitura ainda divide os que lhe não dão, como o seu autor, grande importância (Aquilino: «Falando-lhe nós um dia dela, franziu os lábios com desdém, o que se nos afigurou excessivo») e os que chegam ao ditirambo (João Gaspar Simões: «Desconhecida obra-prima da ficção portuguesa.»)»
Aníbal Fernandes

«Marques»
(História de um perseguido)
ISBN:
9789895681853
Ano de edição:
05-2025
Editor:
Sistema Solar
Idioma:
Português
Dimensões:
147 x 206 x 8 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
136
Tipo de Produto:
Livro
EAN:
9789895681853
10% cartão
portes grátis
12,20€

poupe 1,22€

10% cartão
portes grátis
14,40€

poupe 1,44€

10% imediato
portes grátis
22,41€ 24,90€

10% cartão
portes grátis
15,00€

poupe 1,50€

Quem comprou também comprou

10% imediato
portes grátis
6,30€ 7,00€

10% imediato
portes grátis
10% imediato
portes grátis
25,76€ 28,62€

10% cartão
portes grátis
14,90€

poupe 1,49€

X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?

O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.