A análise definitiva para compreender a Venezuela: um país cheio de promessas, marcado pela violência e por desigualdades profundas
Passavam poucos minutos das duas da manhã do dia 3 de janeiro de 2026 quando as tropas norte-americanas capturaram Nicolás Maduro. Horas depois, Donald Trump anunciava ao mundo que a ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, ficaria à frente dos destinos do país. Mais uma vez, a história da Venezuela ficava em suspenso. A investigadora Nancy Gomes explica, nesta análise contundente, como chegámos até aqui.
A Venezuela nasceu no turbilhão das independências latino-americanas no século XIX, atravessou ditaduras militares, conheceu a promessa democrática, mas, às portas do século XXI, voltou a mergulhar num regime autoritário. A história do país de Bolívar, batizado de «pequena Veneza», foi moldada pela descoberta de petróleo, tornando-se um dos seus principais exportadores mundiais. Seguiu-se a «revolução» de Hugo Chávez, que Maduro herdou e que deu origem a uma Venezuela cheia de contradições: fértil em recursos, mas minada pela pobreza e pela corrupção. Entre a abundância e o colapso, este é o retrato de um país que parece estar permanentemente à espera do futuro.