Pode dizer-se que o mito faz parte da História, mas não é História. E como tal pouco ou nada contribui para responder à dupla questão - Quem foi Pombal? Qual o significado da sua ação política? - se bem que incite à reflexão sobre o significado histórico da génese do mito e da sua permanência. A presente obra explora as várias facetas míticas de Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, como a visão liberal e supostamente maçónica de Pombal, como paladino das ideologias socio-políticas mais avançadas do presente, e que fica brutalmente desmitificada por essa outra imagem do "déspota" Pombal, "mestre do terror, da tirania e da opressão".