A historiadora Fernanda Santos oferece o retrato mais completo alguma vez produzido do Colégio jesuítico da Bahia, instituição central da História do Ensino e da Cultura no Brasil colonial:
"Há muito que especialistas e estudiosos lamentavam a falta de uma obra monográfica dedicada a este colégio que é, sem dúvida, uma das instituições pioneiras da construção da identidade brasileira, da sua proto-literatura e proto-cultura, encetando uma relação de conhecimento com as culturas ameríndias, aprendendo e ensinando as suas línguas autóctones e os elementos estruturantes da sua identidade. […] A novidade, dimensão, profundidade e consistência deste estudo fazem esta obra de Fernanda Santos um livro incontornável para quem se interessa pela História do Brasil na relação com a História da Educação e das instituições educativas na Modernidade a nível internacional."
Prefácio de José Eduardo Franco e Valmir Francisco Muraro
"Não se esgotando aqui o estudo do Colégio da Bahia, esta tese mostrou que a instituição jesuítica teve o privilégio de estar sempre na dianteira dos outros colégios, e por isso mesmo no coração do projeto inaciano em terras brasis. […] o Colégio da Bahia foi, antes de mais, um símbolo da presença jesuítica na América Portuguesa e um interface privilegiado de conhecimentos que vinham da Europa. Mais do que aquilo que a documentação nos mostra, o Colégio tem um valor representativo do projeto jesuítico dentro do qual se constrói, e as cartas dos jesuítas mostram, sistematicamente, a sua preponderância e pujança na gestão de meios. Cada série de discursos sobre o Colégio deve ser compreendida em sua especificidade, ou seja, inscrita em seus lugares (e meios) de produção e suas condições de possibilidade, relacionados aos princípios da lógica inaciana. O Colégio não foi a quase universidade na América Portuguesa, mas a universidade possível que a Companhia de Jesus ergueu, na prática, em terras brasis, e a qual carimbou, para sempre, na história."