Em 1867, Charles Dodgson, então docente de matemática em Christ Church, sai de Oxford, na companhia de Henry Liddon, em direcção a Moscovo. «Escolhemos Moscovo», escreveu, «uma ideia estranha para um homem que nunca deixou a Inglaterra».
Embora fosse já conhecido pela publicação de Alice no País das Maravilhas, em 1865, e pelo nome fictício de Lewis Carroll, Charles, recentemente ordenado diácono, ajudará o seu companheiro e também eclesiástico no contacto com representantes da Igreja Ortodoxa Russa, mas caberá a Lewis descrever aquilo que viu, experienciou e admirou, à falta do seu equipamento fotográfico. Daí que não surpreenda a atenção prestada aos ícones e ritos, por exemplo.
A viagem durará dois meses e neles ambos conhecerão não só o seu destino, neste caso, Moscovo e os arredores, como explorar várias outras cidades europeias até lá.
Este diário foi publicado já postumamente, em 1935, e provavelmente mostrará aos seus ouvintes uma feição plumitiva pouco conhecida e até explorada do autor.