Este trabalho se destaca não apenas pelo rigor acadêmico, mas pela coragem de abordar a realidade a partir das margens e dos saberes históricos. A obra explora a capoeira como uma prática inclusiva para pessoas neurodivergentes nas Organizações da Sociedade Civil de Salvador, desafiando conceitos cristalizados sobre deficiência e gestão social. Humberto apresenta a capoeira como um sistema rico de saberes e estratégias comunitárias que promovem autonomia e participação cidadã. Utilizando uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, a pesquisa revela como a capoeira serve como ferramenta de inclusão e fortalece vínculos comunitários, destacando a necessidade de entender a inclusão como fundamento da vida social.