O presente número de Malasartes é duplo e, com ele, procuramos preencher os espaços dos números de abril e de outubro.
Além das numerosas matérias de interesse que ocupam este número - diferente na forma e nos conteúdos - e que vão da homenagem que quisemos prestar a Matilde Rosa Araújo (personalidade inesquecível da nossa literatura para a infância que, em 2010, nos deixou) à questão do álbum, passando pela narrativa juvenil e os seus (novos) temas, pela presença do haiku na poesia para crianças, pelas recriações do conto popular, pela chamada literatura de fronteira, pela atenção a obras clássicas e referenciais - a que importa sempre regressar -, Malasartes apresenta novidades que merecem realce, a par dos habituais artigos de reflexão sobre práticas de promoção da leitura (que, neste número, são dois).
Pela primeira vez, apresenta-se uma panorâmica de uma literatura escrita em idioma minoritário - a língua basca - que importa conhecer, divulgar, traduzir.
Outro aspeto novo é a circunstância de, aos artigos e recensões escritos em galego e em português (variantes portuguesa e brasileira), se juntar agora alguma colaboração escrita em castelhano - o que significa uma maior internacionalização da revista e um reforço da sua vertente multicultural e plurilinguística.