"Almoço de domingo" | "Ser patriarca é, em grande medida, sobreviver”
Nas entrelinhas do novo romance de José Luís Peixoto, provamos o Alentejo. As páginas têm jeito de fumeiro, cada linha semelhante ao varão onde se apresentam as farinheiras, os chouriços, as morcelas, os paios e as paiolas. Almoço de Domingo é uma biografia a pedir para ser saboreada, um romance escrito com o paladar entre a língua. É a história do menino que levou as fêveras do porco, morto no dia anterior, até à casa do doutor. Do homem que sonhou “fazer uma casa como é devido”, e que acabou a construir um império com gosto a torrões de café. A história de um marido, pai, avô e bisavô, chefe de família e empresário, que não desistiu de si mesmo nem da terra onde nasceu.