Bertrand.pt - Versos

Versos

de Amália Rodrigues 

Editor: Cotovia
Edição ou reimpressão: outubro de 2005
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Amália Rodrigues sempre escreveu versos, e cedo se cantou a si própria. Porque disso nunca se vangloriou, poucos sabem que poemas belíssimos como Estranha forma de vida, Lágrima ouGrito são da sua autoria. Mas há muitos mais. Incitada pelo seu biógrafo e amigo Vítor Pavão dos Santos, Amália publicou todos esses poemas que nos estão no ouvido e também os inéditos.

Críticas
" [...] sei praticamente de cor todos os versos que a senhora canta [...]. De cor ou de cor negra são quase sempre as cantigas do seu próprio punho e nelas podemos de imediato sentir o gosto óbvio pela redondilha tão ao jeito do fado, mas que ela sabe manejar musicalmente em certas aliterações e outros jogos verbais, verdadeiros achados poéticos."
Armando Silva Carvalho, Diário de Notícias

" Amália soube, como ninguém tinha sabido antes dela, trazer a grande literatura ao fado e, com isso, dar-lhe uma dignidade diferente, com a ajuda insigne de Luís Vaz de Camões, de Pedro Homem de Mello, de Alexandre O´Neill, de David Mourão-Ferreira. Se isto já não é pouco, parece-me, ante a sua poesia, que podemos compreender melhor as motivações que a levaram a cometer tais desafios, já nos longínquos anos 60. E o que ela escreveu fala por si, pois captou destramente os processos da redondilha para neles projectar a sua personalidade e a sua vida. Amália sabe aliar as tradições que são, ao mesmo tempo, do fado e da nossa literatura, à espontaneidade e à frescura de uma escrita despretensiosa mas muitas vezes pungente. Ou, pondo as coisas de outra maneira: poderia dizer-se que o que nela é tão musical e poético decorre, em parte, desse longo trato vivido com o fado na sua expressão popular e com os grandes autores que ela escolheu para lhes cantar as palavras também em fado; mas teria sempre de acrescentar-se que decorre igualmente de uma sensibilidade apuradíssima e de um instinto certeiro. A poesia é sempre "uma estranha forma de vida"..."
Vasco Graça Moura, Diário de Notícias

" Fiquei deslumbrado. Aquilo era a Amália toda inteira, cheia de animação (...), e coisas tristes, poemas de amor, do mais impetuoso arrebatamento, ou versos cheios de ternura, a falar dos bichos, das coisas silvestres, das flores que nascem à toa nos prados e a Amália anda a correr pelos campos para as levar todas para casa, antes que apareça um polícia. E já tem aparecido. Tinha de se fazer um livro com aqueles versos. (...) " Mas acha que vale a pena?" perguntou-me a Amália. Se vale a pena? Aquilo é tudo lindo, é tudo Amália. (...). E agora, aqui está o livro de versos de Amália, a Amália a quem tanta gente fez versos ".
Vítor Pavão dos Santos, "Nota final"

Excertos

Depois Disto...Desisto

Tantas coisas que já li
Outras tantas que vivi
Fazem de mim o que sou
Ai se eu tivesse esquecido
Tudo o que tenho vivido
E o coração decorou

Tudo é questão de memória
É o nosso pensamento
Que a vida nos vai passando
A memória faz história
Do que foi cada momento
Que nós vamos recordando

Isto da alma é segredo
Ninguém sabe desvendar
Os porquês de tudo isto
Sabemos que tarde ou cedo
Iremos a enterrar
E depois disto...desisto

Versos
ISBN: 9789727951406 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Cotovia Idioma: Português Dimensões: 130 x 204 x 10 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 126 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Poesia

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