O aparato e a dimensão visual conferem um cunho de grandeza quase histórica às Repúblicas de estudantes de Coimbra.
As fotografias de Margarida Madeira mostram este universo singular a destilar iconoclastia e humor. Há coisas escondidas dentro das coisas visíveis, amontoados de memórias, grafitis e murais esboroados, cartolas debotadas e sombras de fantasmas muito boémios.
Durante o labor fotográfico, Margarida Madeira percorreu a totalidade das Repúblicas e o resultado dessa deambulação pessoal revela o modo como os repúblicos fabricam os seus estilos de vida, as suas relações de pertença, as suas identidades. À maneira de registo documental, podem ler-se aqui aspectos vitais das culturas juvenis que nestas comunidades se desenvolvem, de tal maneira a fotógrafa soube tirar partido da diversidade de cenários e das experiências por eles sugeridas, mais do que mostrar de raspão fragmentos de um qualquer mundo velho.