Bertrand.pt - Três Homens num Barco (já para não falar do cão)

Três Homens num Barco (já para não falar do cão)

de Jerome K. Jerome 

Editor: Cotovia
Edição ou reimpressão: abril de 2004
5,00€
Esgotado ou não disponível.

Não fosse Jerome K. Jerome (1859-1927) um dos maiores vultos do humor inglês e tudo o que haveria a dizer acerca de Três homens num barco caberia na genérica etiqueta "Livro de Bordo": estamos afinal (são estas as palavras do autor) diante o registo "fiel" das peripécias vividas por George, Harris e J. (já para não falar do cão!) ao longo de uma passeata pelas águas do imponente Tamisa.
As coisas complicam-se quando o suposto relato se revela a súmula de episódios tanto mais hilariantes quanto se pretender compará-los a uma simples viagem de barco.
Publicado pela primeira vez em 1889, "Três homens num barco" foi entusiasticamente recebido na Inglaterra e nos Estados Unidos, sagrando Jerome K. Jerome mestre de gerações de profissionais da comédia. Lição de refinamento britânico com um século de idade? Apenas a prova de que hoje, como nos itinerários burgueses da Inglaterra do século XIX, o humor e a ironia são bens ao serviço de alguns males bem humanos.
Curiosamente, não foi pensado como texto humorístico, muito pelo contrário: o objectivo era fazer uma descrição histórica e topográfica do Tamisa, o mais aristocrático dos rios ingleses, que Jerome adorava. Mas a graça e a frivolidade foram-se infiltrando e as passagens divertidas alcançaram tanto sucesso que, sempre que 'os bocados históricos' apareciam, eram cortados pelo editor de Home Chimes, que estava a publicar o texto em folhetim.
Os três protagonistas eram, há que dizê-lo, bastante genuínos: Harris era Carl Hentschel, um polaco que muita gente confundia com um alemão; George era George Wingrave; e o próprio Jerome completa o trio que costumava apanhar o comboio em Richmond para ir passar os domingos no rio. Montmorency, o cão, também existiu, e o episódio com a chaleira baseia-se num incidente real -tal como as explorações dos três homens se baseiam nas experiências de Jerome e dos seus dois amigos.

Excertos
"Fui consultar o meu médico. É um velho amigo que me toma o pulso, me vê a língua e fala do tempo, tudo de graça, sempre que penso que estou doente; por isso, achei que lhe ia fazer um grande favor se fosse agora ter com ele. "Aquilo de que um médico precisa", pensei eu, "é prática e cá estou eu para isso. Ele vai praticar mais comigo do que com setecentos pacientes vulgares que só têm uma ou duas doenças cada."E assim fui de imediato ter com ele e ele perguntou-me:
-Então, que te aconteceu?
Eu disse:
-Não vou roubar-te mais tempo, caro amigo, a contar-te o que aconteceu. A vida é breve e ainda podias morrer antes de eu acabar. Mas vou dizer-te aquilo que não me aconteceu. Não tenho artrose da lavadeira. A razão por que não tenho artrose da lavadeira é coisa que não percebo; mas é um facto que disso não sofro. Porém, de tudo o resto sofro. E disse-lhe como tinha feito aquela descoberta."

"Fui consultar o meu médico. É um velho amigo que me toma o pulso, me vê a língua e fala do tempo, tudo de graça, sempre que penso que estou doente; por isso, achei que lhe ia fazer um grande favor se fosse agora ter com ele. "Aquilo de que um médico precisa", pensei eu, "é prática e cá estou eu para isso. Ele vai praticar mais comigo do que com setecentos pacientes vulgares que só têm uma ou duas doenças cada."E assim fui de imediato ter com ele e ele perguntou-me:
-Então, que te aconteceu?
Eu disse:
-Não vou roubar-te mais tempo, caro amigo, a contar-te o que aconteceu. A vida é breve e ainda podias morrer antes de eu acabar. Mas vou dizer-te aquilo que não me aconteceu. Não tenho artrose da lavadeira. A razão por que não tenho artrose da lavadeira é coisa que não percebo; mas é um facto que disso não sofro. Porém, de tudo o resto sofro. E disse-lhe como tinha feito aquela descoberta."

Nota do autor

«O mundo tem sido muito generoso com este livro. As vendas da edição inglesa ultrapassaram o milhão e meio de exemplares. (…) Resta-me explicar o mérito que justifica um sucesso tão extraordinário. Sou incapaz de o fazer. Já escrevi livros que me parecem mais engraçados. Mas é como autor de Três Homens num Barco (Já para não Falar do Cão) que o público teima em lembrar-se de mim. (…)»
Jerome K. Jerome

Três Homens num Barco (já para não falar do cão)
ISBN: 9789727951031 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Cotovia Idioma: Português Dimensões: 129 x 201 x 13 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 252 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Romance

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