Stephen Hawking é um dos mais famosos cientistas do nosso tempo; o seu livro de 1988, Uma Breve História do Tempo, transformou-se num bestseller a nível mundial.
Progressivamente imobilizado por uma doença designada Esclerose Amiotrófica Lateral, que lhe foi diagnosticada no início da década de 60 (tendo-lhe então sido vaticinados apenas mais dois anos de vida), está hoje confinado a uma cadeira de rodas e apenas pode comunicar através de um engenhoso sistema informático de voz sintetizada.
Reactivamente, esta condição de dependência total levou-o a desenvolver a níveis extraordinários as suas capacidades cerebrais já excepcionais desde a juventude. As descobertas e pesquisas que efectuou no campo da Cosmologia, dos buracos negros em particular, têm sido consideradas como o passo seguinte na compreensão de um universo que se apresenta cada vez mais estranho e paradoxal, mas também muito fascinante.
Com um sentido de humor muito apurado, sistematicamente procurado pelos órgãos de comunicação social como imagem excêntrica da ciência e devoto incondicional de Marylin Monroe, Hawking representa uma ponte notável entre a extrema complexidade da ciência actual e a tendência crescente para popularizar o conhecimento do mundo que nos rodeia.