Lendo este romance, o leitor não se sente só contagiado
pela simpatia que a personagem principal nele provoca; ele
sente-se igualmente motivado pela curiosidade despertada
pela descoberta de outras épocas, de outras formas de vida,
de outras realidades que percepciona como verdadeiras e
que lhe alargam os horizontes existenciais. Este romance
cumpre, deste modo, uma das funções maiores reservadas
à boa literatura e que muitas vezes tão arredada está
daquilo que se publica contemporaneamente: a função de "educar deleitando", máxima
grande de todos os grandes.