Bertrand.pt - Montse Grases

Montse Grases

Biografia breve

de Jose Miguel Cejas 

Editor: Lucerna
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Montse Grases levou uma vida tão simples e breve quanto intensa e profunda. Uma vida que vibrou, como na música e nas danças de que tanto gostava, ao ritmo do Amor verdadeiro. Durante a sua curta permanência na Terra, teve tempo para semear, esperar, rir, chorar e cantar. Soube transformar cada sorriso numa oração, e cada oração num sorriso perante a vontade de Deus, qualquer que ela fosse. A mensagem da sua vida pode ser resumida na jaculatória: «Senhor, o que Tu quiseres». O autor recorreu a entrevistas diretas a um grande número de familiares, amigos e conhecidos de Montse Grases, bem como a testemunhos escritos pouco depois da sua morte, em 1959, para fazer este retrato. Um retrato vivo e comovente da jovem catalã cuja vida foi um fruto maduro do espírito e dos ensinamentos de São Josemaria Escrivá. A 26 de abril de 2016, o Papa Francisco autorizou a Congregação da Causa dos Santos a promulgar o Decreto de Virtudes Heroicas da Serva de Deus Montse Grases. A decisão foi tornada pública no dia seguinte, o da festa de Nossa Senhora de Monserrate. A partir dessa altura, a Igreja passou a considerá-la venerável.

Excertos
Preâmbulo

Agosto de 1939. Diante da porta do gabinete do tenente-coronel Fenech, encontrava-se, indeciso, Manuel Grases, um jovem oficial a quem as vicissitudes da guerra civil tinham levado até àquela 58.ª Divisão do Exército destacado em Benicarló. Não era militar de carreira. Tinha sido mobilizado três anos antes, ao concluir os estudos de técnico industrial na Escola Industrial de Terrasa. «Não é a melhor altura para me incorporar no Exército…», pensou. Tinha sido mobilizado há já três anos. Três anos de padecimentos e fadigas, em que tinha conhecido todos os rostos da guerra: a incerteza da retaguarda, a dureza da primeira linha da frente e, por fim, a paz. E a paz não tinha trazido a desmobilização, como esperava, mas sim uma tensa e longa espera que parecia não mais ter fim. Hesitou uns momentos antes de bater. A corpulenta figura do tenente-coronel, com a sua voz vigorosa, impunha-lhe um profundo respeito, quase temor. Mas, decidiu-se. Ao fim e ao cabo, já não podia continuar a esperar.
– Às suas ordens, meu tenente-coronel.
– Entre, entre, Grases. Que deseja?
– Vinha pedir uma autorização, meu tenente-coronel…
– Uma autorização? Para quê?
– Para me casar…
– Casar? Casar agora?
– É que a minha noiva espera-me há já muito tempo, em Barcelona, meu tenente-coronel. Já estou há três anos na guerra, sempre de cá para lá e…
– Mas, Grases, tem noção do que me está a dizer? Não vê tudo o que está para acontecer?
Manuel Grases já esperava a reação. O mundo precipitava-se para o abismo da Segunda Guerra Mundial e a situação de Espanha, naquele novo contexto político, tinha-se tornado especialmente crítica. Aguentou, impassível, o discurso do tenente-coronel e continuou a insistir:
– É que já atrasámos três anos o casamento… E estou cansado de esperar…
Fez-se silêncio. Manuel pensou que já não havia nada a fazer. Mas, inesperadamente, o tenente-coronel cedeu.
– Bom, Grases… Vou dar-lhe oito dias de licença. Mas só oito dias! Nem mais um! Depois, tem de se apresentar sem falta. Passados poucos dias, depois de cruzar o Ebro numa barcaça (todas as pontes estavam cortadas), Manuel Grases conseguiu chegar a Barcelona, onde rapidamente fez todos os preparativos para o casamento. Combinou com Manolita que o padre Ricardo Falp, um velho amigo da família, iria casá-los no dia 7 de agosto, às onze da manhã, em São Severo, uma pequena igreja barroca próxima da catedral. E aí estava Manuel, às 11 da manhã, à porta da igreja, com a sua farda de alferes de engenharia acabada de engomar. Deram as 11.10. E Manolita não chegou. Era o atraso da praxe, mas… Deram as 11.15 e Manolita sem aparecer. Às 11.30, ainda nada. Já tinha esperado tanto tempo por aquele momento! Bateu um quarto para o meio-dia. Que teria acontecido?
«Não tinha acontecido nada», comenta, rindo, Manolita, «a não ser que… em casa da minha mãe só havia um espelho grande, em frente do qual a minha irmã, a minha prima e eu nos quisemos arranjar… E o resultado foi chegar à igreja ao meio-dia, de chapéu e saia e casaco azul-escuro, com uma hora de atraso. Uma hora de atraso. Apenas uma horinha…».
Depois do casamento foram a Burgos em viagem de núpcias. Chegaram à capital castelhana a 8 de agosto. E, no dia seguinte, Manuel cumpriu uma promessa que tinha feito à Virgem se saísse com vida da guerra: ir descalço, rezando, de Burgos até à Cartuxa de Miraflores.

Montse Grases
Biografia breve
ISBN: 9789898809414 Editor: Lucerna Idioma: Português Dimensões: 145 x 228 x 11 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 192 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Religião e Moral  >  Catolicismo
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