Bertrand.pt - Humanização e vitalização do espaço público

Humanização e vitalização do espaço público

 

Editor: LNEC
Edição ou reimpressão: março de 2006
23,00€
Esgotado ou não disponível.

O esquecimento e o abandono a que têm estado votados, habitualmente, os espaços públicos, bem como as recentes e meritórias incursões, desenvolvidas no País, nos aspectos amplos da requalificação urbana, como nos aspectos de pormenor do seu desenho, levam a que se julgue oportuno apoiar a reflexão sobre a própria matéria-base dos elementos que podem estruturar o positivo desenvolvimento de espaços públicos motivadores, amigáveis e enriquecedores.
Invocamos aqui as ideias fundamentais com que todos os cidadãos informados se poderão preocupar relativamente às múltiplas características do que se deve fazer e exigir sempre que se intervém no espaço público, seja fazendo-se novos espaços urbanos, seja requalificando-se a cidade existente.
Faz-se assim, desde já, uma estratégica chamada de atenção para não se estar, aqui, a visar especificamente a problemática dos novos conjuntos e a dos centros históricos, mas o espaço urbano em geral e, essencialmente, o que se poderá designar como o grande leque de situações existentes numa cidade corrente que tem de ser viva e humanizada para ser um espaço de vida realmente satisfatório e enriquecedor. Numa primeira aproximação a esta matéria apuraram-se e privilegiaram-se duas ideias chave:
- a importância da vitalidade global do mundo público;
- a necessidade de se visar, de múltiplas formas, a sua humanização.

Desenvolver estas ideias por caminhos pessoais e eventualmente especializados cabe aos autores dos diversos textos deste número dos Cadernos Edifícios, no entanto não é possível resistir, desde já, à vontade de salientar que essa vitalidade é uma vitalidade funcional e social, com um sentido amplo ligado ao habitar - desde as vizinhanças à cidade - e à cultura urbana, enquanto a referida humanização terá obrigatoriamente contornos estéticos (estritos e amplos), éticos, sociais e também, naturalmente, culturais.
É um tema amplo e complexo, mas é também um tema vital para a sociedade e uma temática rica e apaixonante nas questões que levanta. Daí termos previsto abordá-lo, com cautela e sequencialmente, iniciando a tarefa por uma primeira viagem na matéria teorico-prática fundamental, evidenciada no título "vitalidade e humanização do espaço público".
Poderão seguir-se, em outros futuros números dos Cadernos, quer novas abordagens gerais sobre temáticas igualmente conceptuais (ex., notas sobre a concepção arquitectónica do espaço público) ou mais ligadas a determinados e bem conhecidos problemas (ex., segurança/insegurança no espaço público) quer abordagens mais específicas e de projecto (ex., recomendações e boas práticas no projecto do espaço público).
Construiu-se, assim, este novo número monográfico dos Cadernos Edifícios sobre o muito actual tema da humanização e da vitalização do espaço público, tema vital para a manutenção e regeneração de ambientes urbanos e habitacionais que contribuam, claramente, para um completo desenvolvimento humano individual e cívico.
Com o objectivo de enquadrar a leitura geral desta publicação e de proporcionar alguns fios condutores entre as diversas aproximações à temática de um espaço público urbano humanizado e vivo faz-se, em seguida, uma síntese informal e encadeada das contribuições dos vários autores, no respeito pela sequência de apresentação dos respectivos textos.
Desde já se salienta que esta será uma primeira abordagem desta temática, feita, assim, numa perspectiva que privilegia as grandes ideias, que se querem estruturadoras e clarificadoras de determinados objectivos considerados mais importantes e oportunos, nesta matéria de um urbanismo à escala humana, caracterizado e cheio de ânimo e de vida.
Outros números dos Cadernos Edifícios irão retomar esta temática geral, mas então sob perspectivas mais específicas, mais pormenorizadas ou mais exemplificativas.
Os primeiros três textos abordam a temática de um espaço público feito para o homem e para a vida na cidade numa perspectiva de globalidade marcada por decisivos aspectos de cidadania, cultura e rica polivalência. A propósito do apontar das razões profundas para o uso motivado do espaço público Duarte Nuno Simões faz-nos percorrer uma selecção escolhida entre "grandes" espaços urbanos humanizados, não só portugueses, e fala-nos de aspectos que considera fundamentais, ainda que, por vezes, possam até ser pouco evidentes, na estruturação e na percepção de espaços públicos vitalizados e humanizados.
O autor conclui o seu texto, que é o primeiro deste número dos Cadernos Edifícios, dedicado à humanização e vitalização dos espaços públicos, com o salientar da importância que têm, para a criação de espaços públicos com tais qualidades, os factores do desenvolvimento de percursos motivadores e humanamente enriquecedores e da presença de elementos com beleza serena e sóbria.
No seu texto Fernando Gonçalves parte da actual problemática de um espaço público em que se detectam correntes que questionam a própria razão de ser da sua vitalidade, ligando-a à sua natureza profunda, como "lugar de afirmação e de celebração dos valores comunitários", enquanto direccionam o habitante para uma perspectiva de consumidor não desse próprio espaço público, mas dos espaços com usos relativamente públicos, que caracterizam "os novos mundos por descobrir" das grandes superfícies comerciais. E a propósito destas matérias, e com o objectivo de melhor as esclarecer, o autor regressa à cidade clássica, aos seus mitos e espaços públicos. O texto de Maria Celeste Ramos fala-nos da importância do encontro na rua, salienta o papel estruturador do espaço público, que serve ao encontro e é fonte de olhares, e considera o fundamental direito do homem à beleza. A autora passa, depois, ao evidenciar da importância que tem/terá, cada vez mais, hoje em dia, na cidade, o andar a pé em ambientes humanizados e naturalizados e, depois, à fundamental fusão que urge fazer entre ecologia, desenho da cidade e respeito pela memória natural e urbana.

Humanização e vitalização do espaço público
ISBN: 9789724920580 Ano de edição ou reimpressão: Editor: LNEC Idioma: Português Dimensões: 209 x 271 x 42 mm Páginas: 270 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Arte  >  Arquitetura

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