Diogo Alcoforado dá-nos, neste Espinho Quase Sempre, um conjunto de poemas que consegue falar-nos das suas recordações e dos dias vividos na sua cidade natal sem nunca abandonar um rigor e uma contenção que fazem da sua poesia um rigoroso exercício de linguagem, depurado quase até à abstracção, de uma notável diversidade metafórica, tornando-a num dos momentos mais belos da poesia da sua geração.