Os Restauradores de 1640 revelaram grande sentido de oportunidade política, mas a conjuntura internacional, então favorável ao movimento português, podia rapidamente alterar-se graças à evolução de uma guerra, depois chamada dos Trinta Anos, a primeira de dimensões verdadeiramente europeias.
Havia que intervir com agilidade e perspicácia de forma a justificar a legitimidade da independência. As primeiras embaixadas organizaram-se com invulgar rapidez, seguidas de um enorme esforço de consolidação de uma rede de informações e de um sistema de relações diplomáticas permanentes. Numa época em que a Paz de Vestefália tornava de novo possível o diálogo entre as potências, assistimos também em Portugal ao desenvolvimento da diplomacia e à formação de uma elite especialmente nem preparada para avaliar a situação internacional.