Com organização e textos de Eric Hobsbawm e Terence Ranger e a contribuição de vários historiadores, esta obra se propõe a abranger o universo ocidental das tradições culturais, religiosas, políticas e até esportivas.
Segundo os autores, o Dia da Bastilha, na França, foi criado em 1880 com manifestações oficiais e não oficiais e festividades populares - fogos de artifício, bailes nas ruas - para confirmar, anualmente, a condição da França como nação desde 1789.
As tradições referem-se a situações anteriores, que realmente existiram, mas que inventam um passado conveniente ao Estado, ou a qualquer modo de organização que necessite de uma ordem. As tradições inventadas têm funções políticas e sociais na ordem social, são processos de ritualização que dão conta do passado pela repetição. Os historiadores ainda estudam esse processo onde simbolismos e rituais são criados.
Os autores mostram como a tradição - base do nacionalismo e 'prova' de uma espécie de antiga e inatacável superioridade dos povos - é uma construção, algo criado, inventado. Um trabalho de erudição e pesquisa e, ao mesmo tempo, um texto fluente e alegre.