Bertrand.pt - A Espiral Vertiginosa

A Espiral Vertiginosa

Ensaios Sobre a Cultura Contemporânea

de João Barrento 

Editor: Cotovia
Edição ou reimpressão: abril de 2001
11,10€
Esgotado ou não disponível

Prémio PEN Club português - melhor ensaio de 2001.

João Barrento tem vindo, nos últimos anos, a publicar vários ensaios de relevo para a cultura portuguesa. Seguindo-se a "A Palavra Transversal" (1996), "Uma Seta no Coração" (1998) e "Umbrais - o pequeno livro dos prefácios " (2000) surge agora "A Espiral Vertiginosa - ensaios sobre a cultura contemporânea", a par de uma colaboração regular no suplemento "Mil Folhas" do jornal "Público", de várias traduções de escritores de língua alemã (da qual é provavelmente hoje entre nós, um dos maiores conhecedores) e da actividade universitária.

Neste livro, Barrento pega em questões e conceitos que nos são caros (a cultura, a pós-cultura, a anticultura, a dor, o prazer, a globalização, a viagem, a vertigem, etc.) e pensa-os, colocando-os no confronto modernismo-pós modernismo, chegando à seguinte conclusão:

"O modernismo foi uma cultura da rotura em profundidade, que virou do avesso os paradigmas racionalistas, positivistas e realistas; o pós-moderno é uma cultura do radical em extensão, numa convivência sem complexos. O que antes era rigorismo radical, com limites bem definidos, transformou-se hoje num culto do radical pelo radical. O que antes foi rasurado - o Eu, o sujeito: mas não a subjectividade - expõe-se hoje sem limites e sem subjectividade nos 'talkshows' e nos 'reality shows', na literatura do 'realismo urbano total': o Eu exterior, o corpo sem interioridade, só com uma alminha feita fait-divers, emoções mesquinhas, biografias rasas. Lúdicas e puramente anódinas. A cultura pós-moderna, diferentemente da moderna, não é crítica nem rigorista, é performativa e transgénica, híbrida e permeável, quase já só tem corpo e sexo. O resultado: um enorme tédio, porque não se pode ir mais longe do que o corpo, e porque a banalização do gesto pretensamente extremo nos deixa cada vez mais indiferentes."

E o que é que nos resta neste tempo que cada vez mais nos empurra para o "vazio"? João Barrento pronuncia-se assim nas linhas finais do livro: " Tudo o que eu pudesse acrescentar seria apenas um prolongamento do meu próprio processo de (re)aprendizagem da viagem como poesia. E resume-se numa frase: estou a reaprender a lentidão."

Este livro é talvez o mais sério candidato ao Prémio para o Melhor Ensaio do ano que agora termina.

Críticas
"De facto, há neste livro alguma cólera e muita veemência perante o curso da cultura contemporânea (...) que em amplos aspectos evoca a indignação exibida por Eduardo Lourenço em "O Esplendor do Caos".

" (...) estes percursos, que alguns poderiam considerar da mais circunspecta erudição, são verdadeiras "viagens", e por isso mesmo têm uma dimensão secretamente poética: toda a poesia é uma viagem, toda a viagem deve ser considerada como exercício poético. (...) se João Barrento procura por vezes escrever com grande rigor e precisão, isso não exclui, antes implica, um rigor e uma precisão que se pretendem cada vez mais inseridos numa concepção poética do ensaísmo: essa que não permite a distância soberana e reconfortante do sujeito face ao objecto, na medida em que nos diz que nós estamos todos embarcados no mesmo movimento de escrita."

Eduardo Prado Coelho, Público Mil Folhas

A Espiral Vertiginosa
Ensaios Sobre a Cultura Contemporânea
ISBN: 9789727950140 Ano de edição ou reimpressão: Editor: Cotovia Idioma: Português Dimensões: 130 x 210 x 10 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 148 Tipo de Produto: Livro Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Ensaios

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